O líder desaparecido Dezembro 5, 2008
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Honestino Guimarães nasceu em uma pequena cidade de Goiás, no dia 28 de março de 1947. Aos 13 anos, movida pela oportunidade de uma vida melhor, sua família se muda para o Guará, cidade-satélite de Brasília. Como um estudante brilhante, o adolescente fez o segundo grau no Colégio Elefante Branco. Nessa fase, ele já participava, com bastante interesse, de movim
entos estudantis.
Com 17 anos, Honestino passou em 1º lugar no vestibular da UnB para Geologia e ingressa na universidade, iniciando dentro do campus uma grande atuação na Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (FEUB). Revelou-se um líder carismático, e foi eleito presidente do movimento.
Tendo a liderança de um movimento contra a repressão, o estudante logo começa a sofrer perseguição dos órgãos do governo. No dia 29 de agosto de 1968, é preso na invasão da UnB. Depois de um tempo, é liberado e passa a viver na clandestinidade. Posteriormente, em 1973, é preso novamente e desaparece nos porões da ditadura.
Invasão à UnB Dezembro 5, 2008
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Há 40 anos cenas fortes tumultuam Brasília e o poder
No dia 29 de agosto de 1968, a UnB é invadida e ocorre uma série de violências com os estudantes e professores. Honestino Guimarães, líder da FEUB, é preso. E o acontecimento se torna pretexto para a decretação do AI-5 (mais…)
Prá não dizer que não falei de flores – Geraldo Vandré Novembro 25, 2008
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Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção…Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer..Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão…Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer…Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão…Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer…
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não…Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição…Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
RESENHA: 1968 – O ano que modificou a história dos brasileiros Novembro 25, 2008
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“Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer”
(trecho da música “Prá nao dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré)
VENTURA, Zuenir. 1968 – O ano que não terminou. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
O livro “1968 – O ano que não terminou” vendeu mais de 400 mil exemplares e foi publicado em 1988 para reconstituir os obscuros acontecimentos daquele ano. Escrita pelo jornalista e professor universitário Zuenir Ventura, a obra é a reconstrução dos mais importantes eventos que ocorreram nesse conturbado ano no Brasil. O conteúdo do livro começa com a descrição de uma movimentada festa de Réveillon, com a presença da elite social carioca. A farra foi realizada no alto do Jardim Botânico, na casa do casal Luís e Heloisa Buarque de Holanda, amigos do jornalista. E termina com a decretação de uma medida de exceção, o AI-5 (Ato Institucional número cinco), em 13 de dezembro de 1968, pelo então presidente da época, o General-de-Exército Arthur Costa e Silva. (mais…)
1968, o começo de um mundo diferente Novembro 9, 2008
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O ano de 1968 deixou marcas para os que viveram e os que nasceram depois dessa época. Em um documentário feito para a comemoração de 40 anos do significante 1968, Lucas Mendes entrevista Todd Glitlin que fala sobre a sua experiência, não só como observador dos anos 60, mas também como participante das agitações daquele tempo. Atualmente professor de Sociologia e Jornalismo na Columbia, uma das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos, escreveu o livro “Os anos 60 – Anos de Esperança, Dias de Ira”. Na década de 60 foi presidente do SDS um dos mais influentes e radicais movimentos da época.