RESENHA: A jornada do escritor: estruturas míticas para roteiristas Novembro 30, 2008
Posted by Indira Efel Garin in Diversos assuntos, Filmes.Tags: A jornada do escritor, Christopher Vogler, guia prático para cineastas
add a comment
VOGLE
R, Christopher. A jornada do escritor: estruturas míticas para roteiristas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.
O livro “A jornada do escritor: estruturas míticas para roteiristas”, publicado em 1998, foi escrito por Christopher Vogler. Baseado em um guia prático, feito por ele para os cineastas da Disney que passavam por fracassos de bilheteiras, a obra traz dicas para escrever uma ótima história. Inspirado pelo antropólogo Joseph Campbell, autor de “O herói de mil faces”, Vogler cria um roteiro de como criar bons personagens e narrativas.
O escritor deixa claro que o livro não é uma receita de cozinha para ser aplicada com rigor. As idéias podem e devem ser mudadas de posição, ou até mesmo desobedecidas, seguindo as particularidades de cada história. Porque para escrever boas narrativas não é necessário apresentar todas as fases da Jornada do Herói. Vogler, na obra, não impõe uma estrutura resistente e engessada. Propõe que o leitor crie caminhos diferentes para serem trilhados por seus personagens. Com essa finalidade, em cada capítulo, o autor faz uma seção de perguntas para que os conceitos sejam entendidos e aplicados com sucesso.
Duas séries e a jornada do herói Novembro 12, 2008
Posted by Indira Efel Garin in Diversos assuntos, Filmes.Tags: Dexter, jornada do escritor, Life on mars
add a comment
Em séries e filmes existem modelos de personagens necessários para o bom andamento das cenas. Um exemplo de “arquétipo” é o herói e sua jornada, seus desafios e vitórias. No livro de Christopher Vogler, a “Jornada do escritor” fala exatamente sobre isso, a caminhada que o herói segue na sua trajetória em busca do “elixir”. Em comparação com a obra de Vogler, podemos colocar duas séries americanas e analisá-las, “Life on Mars” e “Dexter” quanto a linha descrita pelos protagonistas. (mais…)
Shall we dance? Novembro 9, 2008
Posted by Indira Efel Garin in Filmes.Tags: Shall we dance?, Dança comigo?, Richard Gere, Jennifer Lopes
add a comment
Dança comigo, filme dirigido por Peter Chelson, lançado nos EUA, em 2004 narra a história de John Clark (Richard Gere) e sua paixão repentina pela dança. Clark é advogado, com um emprego maravilhoso e uma família amável. Mas já está cansado da rotina que sua vida tomou. É sempre a mesma coisa no trabalho e a família sempre ocupada.
Até o advogado notar que na ida do trabalho para casa tem uma escola de dança de salão, e ver uma dançarina (Jennifer Lopes) encantadora na janela. Sem contar a ninguém ele resolve se matricular nas aulas de dança para iniciantes.
Não tendo muito jeito para os movimentos assim como seus colegas, o homem tão sério se apaixona e se esforça o máximo para aprender o ritmo.
Sua amizade com a bela dançarina Paulina vai crescendo, e ele começa a treinar para uma das maiores competições de dança de Chicago. Porém, sua mulher Beverly Clark (Susan Sarandon) desconfiada, por ele estar tão diferente, contrata um detetive.
O filme é a refilmagem da comédia romântica japonesa “Quer Dançar Comigo?”. Cheio de ritmo, John Clark se rende a dança e tem que fazer de tudo para continuar com seu novo sonho.
“Muito além do jardim” Novembro 6, 2008
Posted by Indira Efel Garin in Filmes.Tags: "Muito além do jardim", Add new tag, homem adorniano
add a comment
Comédia, do diretor Hal Ashby, lançada em 1979, nos EUA, Muito além do jardim conta a história de um jardineiro Chance Gardener (Peter Sellers) que nunca saiu de dentro da casa onde trabalha. Chance não sabe nem ler nem escrever, ele não existe ofic
ialmente. O único contato que ele tem com o resto do mundo é a televisão. Tudo que sabe aprendeu com a TV ou com a convivência das pessoas que viviam na casa, a empregada e o patrão.
Quando seu patrão morre, Chance é obrigado a ir embora e fica deslumbrado ao ver as coisas que aconteciam fora daquela casa. Ele sofre um acidente e vai para a casa de Eve Rand (Shirley MacLaine) e Benjamin Rand (Melvyn Douglas) um grande poderoso. O jardineiro é apresentado a personalidades importantes dos EUA, como por exemplo, o presidente do país. E por acaso, todos acham que o que ele fala é genial, mas na verdade ele só usa o que aprendeu com o jardim e a televisão.
Chance ao somente assistir o que passa na “indústria cultural”, se torna um receptor passivo. Ele repete tudo que acontece na TV, sem nenhum pensamento critico. Segundo o filósofo e sociólogo Theodor Adorno, ele é um perfeito homem adorniano. O sociólogo afirma que essas são uma das alienações que os meios de comunicação comentem a um homem com tamanha “imbecilidade”.
Shattered Glass: Verdade ou Mentira Outubro 16, 2008
Posted by Indira Efel Garin in Filmes, Ética e Responsabilidade.Tags: Shattered Glass
add a comment
Filme lançado em 2003, escrito por Billy Ray, conta a história, baseada em fatos reais, de um jovem jornalista de 25 anos, Sthephen Glass (Hayden Christensen). O jovem trabalha em uma famosa revista americana a “New Republic”. Muito adorado pelos colegas e amigos de trabalho, Glass tinha sempre matérias muito engraçadas e que alguns jornais não conseguiam acompanhar. Sua carreira parecia cada vez melhorar mais. Eis que, depois de uma matéria, um jornalista de uma revista concorrente encontra um furo.
A revista concorrente conseguiu descobrir que a matéria tinha sido inventada, que nenhum dos depoimentos ou dos contatos eram verdadeiros. Com essa descoberta, o editor da “New Republic” começou a duvidar de todas as outras matérias. Acabou descobrindo que dos 41 artigos, 27 eram total ou parcialmente falsos. Glass inventou suas matérias e todos os contatos, de maneira que se alguém fosse verificar a veracidade, conseguisse ver tudo. Até o dia em que a sua imaginação foi além e todos descobriram a mentira.
No começo o jovem parecia ser um dos mais bem sucedidos jornalistas da redação. Depois de desvendada a fraude, Glass tinha a aparência de esquizofrênico, pois simplesmente acreditava em seus artigos. Criava um mundo de histórias, que para ele eram verídicas. Mas o filme não deixa claro se Glass sofria dessa doença ou se mentia por pura ambição e compulsão por uma carreira ascendente.
Depois de um filme assim, com mentiras, nasce a seguinte polemica: será que devemos acreditar em tudo que os jornais, revistas e televisão, os meios de comunicação de massa, em geral falam. O filme foi baseado em uma história real, o que muito bem poderia acontecer atualmente. Fica a pergunta acreditar ou correr sempre atrás de mais informações?