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	<title>Indira Efel</title>
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		<title>Indira Efel</title>
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		<title>Motoristas encontram nova maneira de fugir das multas por excesso de velocidade</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 17:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[GPS]]></category>
		<category><![CDATA[Lince GPS]]></category>
		<category><![CDATA[sinalizador de barreiras eletrônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Equipamento, denominado Lince GPS, avisa aos condutores de pontos de controle de velocidade e faixas de pedestres. O aparelho está de acordo com a Resolução 242 do Contran Cerca de 150 mil motoristas foram multados por excesso de velocidade, em Brasília no mês de julho. As estatísticas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=215&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Equipamento, denominado Lince GPS, avisa aos condutores de pontos de controle de velocidade e faixas de pedestres. O aparelho está de acordo com a Resolução 242 do Contran</em></p>
<p>Cerca de 150 mil motoristas foram multados por excesso de velocidade, em Brasília no mês de julho. As estatísticas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) explicam o porque dos motoristas procurarem o Lince GPS, um sinalizador de pontos que avisa onde estão os radares. O dispositivo, criado pelo engenheiro Thiago Brom, é ligado no acendedor de cigarros do carro e avisa aos motoristas pontos, como barreiras eletrônicas e faixas de pedestres, através de sinais luminosos e sonoros. O problema é que sabendo onde se encontram os pardais os motoristas correm mais.</p>
<p><span id="more-215"></span></p>
<p>O equipamento utiliza como base o Sistema Global de Posicionamento (GPS) fazendo com que os satélites transmitam sinais para o aparelho. O Lince recebe a localização geográfica a cada instante, o que permite que o motorista saiba exatamente onde está instalado a barreira eletrônica. No entanto, o sistema não detecta radares móveis. Para receber as coordenadas o equipamento deve ser fixado no painel do carro.</p>
<p>De acordo com a diretora de criação da Robotron, empresa que vende o GPS, Letícia Brom, ao passar por um ponto de alerta registrado no dispositivo a luz começa a piscar, avisando que se trata de um ponto perigoso ou de controle. “Caso você esteja a uma velocidade acima da permitida no local ele emitirá também um beep”, explica Letícia.</p>
<p>Para gravar as informações no Lince GPS existem duas maneiras. Uma delas é assinando o serviço de atualização de pontos e instalando o programa de atualização. “Os pontos são coletados mensalmente e transferidos para o aparelho via cabo USB, conectando-o a um computador”, diz a diretora de criação. O motorista também pode configurar o sinalizador gravando os pontos sempre que passar pelos locais. Para cadastrar basta apertar o botão por um segundo e o dispositivo armazenará as coordenadas geográficas do local. Neste caso, o motorista de ficar atento, pois a velocidade do veiculo no momento é detectada como a máxima permitida na via.</p>
<p>Conforme a arquiteta, Juliana Calvelhe, que utiliza o Lince GPS há quase três anos, é fácil atualizar sistema. O motivo da escolha do equipamento é para evitar infrações. “Eu e meu marido tomávamos muitas multas, daí foi a maneira que encontrei para diminuir”, afirma Juliana. Segundo o gerente comercial da Robotron, Henrique Portz, que utiliza o sinalizador há um ano e seis meses, o equipamento é totalmente confiável. “Pisca a luz e se apitar é porque esta acima da velocidade”, garante Henrique.</p>
<p>Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o aparelho está de acordo com a Resolução 242, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O órgão afirma que não há nada que proíba a utilização do Lince GPS. Para a diretora de criação, o equipamento não é um anti-radar, pois não capta sinal de pardal nem impede a medição da velocidade real do veículo. “É importante lembrar que, se o usuário do Lince passar acima da velocidade por uma fiscalização eletrônica, ele será multado normalmente”, observa a diretora de criação.</p>
<p><em><br />
</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/215/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=215&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pontos turísticos de Brasília são inacessíveis aos deficientes</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 19:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Catedral Metropolitana de Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[falta de acessibilidade em pontos turíticos]]></category>
		<category><![CDATA[ponto turístico]]></category>

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		<description><![CDATA[A Catedral Metropolitana é um exemplo. Faltam de rampas de acesso adequadas para cadeirantes Considerada Patrimônio histórico da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (Unesco), Brasília é um exemplo da arquitetura moderna para o mundo. Porém, deixa a desejar quando se trata de acessibilidade. A maioria dos pontos turísticos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=197&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>A Catedral Metropolitana é um exemplo. Faltam de rampas de acesso adequadas para cadeirantes</em></p>
<p style="text-align:justify;">Considerada <a href="http://indiraefel.files.wordpress.com/2010/08/foto-destaque-principal4.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-206" title="foto destaque principal" src="http://indiraefel.files.wordpress.com/2010/08/foto-destaque-principal4.jpg?w=645" alt=""   /></a>Patrimônio histórico da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (Unesco), Brasília é um exemplo da arquitetura moderna para o mundo. Porém, deixa a desejar quando se trata de acessibilidade. A maioria dos pontos turísticos do Distrito Federal não tem rampas de acesso ou banheiros adaptados para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-197"></span></p>
<p style="text-align:justify;">O auxiliar administrativo Patrick Feitosa não consegue ter acesso aos pontos turísticos. “Às vezes, é necessário chamar três ou quatro seguranças para ajudar”, reclama o cadeirante. Para ele, algumas rampas não cumprem a função. “A Catedral Metropolitana de Brasília tem a acessibilidade, mas a rampa é muito íngreme, o que torna difícil o acesso”, ilustra Feitosa.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa falta de estrutura que facilite a locomoção faz com que os cadeirantes deixem de frequentar os locais. “Conheço todos os pontos turísticos de Brasília, mas não visito nenhum deles para não passar raiva”, admite o funcionário público Marcus Duarte. De acordo com a guia de turismo regional, Silvia Karina Marques de Castro, os deficientes físicos reclamam dos lugares onde existem escadas para dificultar a locomoção. “De uma maneira geral todos os pontos turísticos de Brasília são de difícil acesso a um portador de deficiência, dentre os mais citados temos o Espaço Lucio Costa dentro da Praça dos Três Poderes”, explica a guia turística.</p>
<p style="text-align:justify;">Para a Coordenadora Técnica da Comissão Permanente de Acessibilidade do Governo do Distrito Federal, Márcia Muniz, a falta de acesso ocorre porque no passado não havia essa preocupação. Mas diz que todas as construções antigas, que não têm acessibilidade completa, estão com projetos em andamento. No entanto, devem demorar a ser feitos, já que é preciso a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do arquiteto que projetou o monumento. A maioria deles é de autoria de Oscar Niemeyer.  Entretanto, Muniz afirma que todos os projetos novos, como a nova Feira da Torre, têm acessibilidade.</p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com o arquiteto e urbanista técnico do Iphan-DF, Eduardo Rossetti, o Iphan não deve ser visto como órgão que atrapalha ou que inviabiliza a adaptação e a redefinição dos graus de acessibilidade aos edifícios tombados do DF. “Se a intervenção em questão for em edifício tombado em nível federal, o projeto deve ser submetido à análise e apreciação do IPHAN”, defende Rossetti.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O que diz a legislação</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong></strong> Segundo o artigo 4 da lei Federal 10.098/2000, espaços públicos devem ter banheiros adaptados, reservas de vagas para estacionamento, rampas e elevadores, que permitam acessibilidade às pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.</p>
<p style="text-align:justify;">No Distrito Federal a lei 3.939/2007, nomeada Estatuto do Portador de Necessidades Especiais, determina que os órgãos responsáveis pelo turismo devem estimular a ampliação do setor à pessoa deficiente física. De acordo com o advogado, Antonio Égiton Sagrilo Vargas, o objetivo da lei distrital é que os órgãos e as entidades da administração pública adotem medidas para garantir a acessibilidade e a utilização dos bens e serviços.</p>
<p style="text-align:justify;">O deficiente físico pode entrar com processo na justiça quando há violação dos direitos. Para Vargas, o tipo de processo depende de cada situação. Mas quando se trata de uma relação de consumo e a pessoa não conseguir entrar em um determinado ponto turístico, pode ser ponderada uma ação por danos morais. “Administrativamente poderá fazer uma denuncia ao órgão fiscalizador a fim de solicitar que a administração determine as adaptações necessárias no local e ou a interdição até que se faça a supressão destas barreiras”, explica o advogado.</p>
<p style="text-align:justify;">Em outras situações, a lei 7.853/89 determina a possibilidade de ação civil pública que é destinada à proteção de interesses coletivos ou difusos das pessoas com deficiência. O processo poderá ser proposto pelo Ministério Público, pela União, Estados, Municípios e Distrito Federal. E, também, por associação constituída há mais de um ano, que inclua entre suas finalidades, a proteção dos deficientes.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/197/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=197&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Homenagem à amiga linda!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 23:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frases e poemas!!]]></category>

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		<description><![CDATA[De olhar em seus olhos E nao ver amor O corpo cala, a alma cede Chuva de dor Não ter nem a chance de Dizer que meu coraçao é seu Meu olhar é seu, minha sede é voce Meus sonhos são voce A dor é minha, as lagrimas sao minhas A minha vontade é voce. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=193&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De olhar em seus olhos</p>
<p>E nao ver amor</p>
<p>O corpo cala, a alma cede</p>
<p>Chuva de dor</p>
<p>Não ter nem a chance de</p>
<p>Dizer que meu coraçao é seu</p>
<p>Meu olhar é seu, minha sede é voce</p>
<p>Meus sonhos são voce</p>
<p>A dor é minha, as lagrimas sao minhas</p>
<p>A minha vontade é voce.</p>
<p>Nesse jogo de possessão</p>
<p>Onde o querer e o sofrer se encontram voce toma conta de mim</p>
<p>Do mesmo corpo que caa</p>
<p>Da mesma alma que cede</p>
<p>Corpo e alma tornam-se um só</p>
<p>Ao ouvir a tua voz.</p>
<p>Caroline Silveira</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/193/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/193/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/193/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=193&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Cultura brasileira: fator desencadeador da violência doméstica</title>
		<link>http://indiraefel.wordpress.com/2009/06/25/cultura-brasileira-fator-desencadeador-da-violencia-domestica/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 15:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens Variadas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura brasileira x violência doméstica]]></category>
		<category><![CDATA[violência doméstica]]></category>
		<category><![CDATA[violencia contra a mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[A sociedade legitima a violência através de pensamentos enraizados de sobreposição entre os sexos, onde os homens representam a força maior      Violência, segundo os dicionários, é qualquer comportamento que cause dano a outra pessoa. Ela é explícita quando há ruptura de normas ou moral estabelecidas a esse respeito, variando entre sociedades.  Mas, quando se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=186&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>A sociedade legitima a violência através de pensamentos enraizados de sobreposição entre os sexos, onde os homens representam a força maior</em></p>
<p style="text-align:justify;">     Violência, segundo os dicionários, é qualquer comportamento que cause dano a outra pessoa. Ela é explícita quando há ruptura de normas ou moral estabelecidas a esse respeito, variando entre sociedades.  Mas, quando se trata de violência contra as mulheres, a sociedade costuma legitimar essas ações. Dessa forma, as rupturas das normas se camuflam e, muitas vezes, passam despercebidas. É o que conta a médica e coordenadora do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, Simone Diniz. “As pessoas precisam rever muitos valores. Por exemplo, há quem ache que violência contra as mulheres é legítima em certas situações. Isso precisa ser discutido. Toda violência é, por princípio, ilegítima”, afirma.</p>
<p style="text-align:justify;">     Conforme a Convenção Interamericana, adotada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), em 1994, a violência doméstica é qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada. Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, atual ou ex. Essa violência representa 7% de todas as mortes de mulheres entre 15 e 44 anos, no mundo. E grande parte desses assassinatos são antecedidos de brigas e agressões que foram relevadas pelas vítimas.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-186"></span></p>
<p style="text-align:justify;">     Dentre os fatores que levam a essa relevância estão a vergonha, a dependência emocional ou financeira, o medo do sofrimento dos filhos e a utilização do argumento de que “foi só daquela vez”. Porém, o pensamento que mais chama atenção é o de “ruim com ele, mas, pior sem ele”, que é outro fator cultural arraigado na sociedade contemporânea. “Só quando fica insuportável é que a mulher quebra a barreira do silêncio”, diz Marta Rocha, delegada e presidente do Conselho da Mulher, no Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">     Para erradicar a violência contra a mulher, algumas mudanças legislativas e judiciárias foram feitas. A mais importante e recente conquista das mulheres foi a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva. Essa medida compreende um aumento no rigor das punições das agressões contra as mulheres, quando ocorridas no âmbito familiar ou doméstico. Essa norma possibilita que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada. Nesses casos, o violentador não poderá receber pena alternativa. Outra conquista feminina foi a criação de delegacias especializadas em violência contra a mulher, o que direcionou melhor o atendimento às vítimas.</p>
<p style="text-align:justify;">     A principal causa desencadeadora dessa violência é a cultura. Assim pensa o coordenador de projeto do Instituto Promundo, Marcos Nascimento, que responsabiliza os pensamentos enraizados em nossa sociedade por essa normalização das agressões. “Acabamos criando uma cultura da violência. A violência fica tão banalizada, que determinadas atitudes violentas passam como não sendo”, afirma Nascimento.</p>
<p style="text-align:justify;">     Dessa forma, especialistas apontam que é necessário uma mudança de comportamento dentro da sociedade. Segundo a psicóloga do Pró-Mulher, Família e Cidadania, Malvina Muszkat, é importante que as duas partes envolvidas mudem a maneira de pensar e de se colocar. “Queremos que as mulheres se fortaleçam, saiam da posição de vitimização. E que os homens expressem suas fragilidades. Em geral, os homens não falam de seus sentimentos. Muitos consideram essa fala como sinal de falta de masculinidade. Trabalhamos com esses homens, estimulando a reflexão deles acerca de suas fraquezas e seus impulsos. Queremos que eles se conscientizem de que há outras formas para se resolver um conflito.”, finaliza a psicóloga.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O que pode ser feito </strong></p>
<p style="text-align:justify;">     Qualquer mulher que tenha sofrido ou sofra algum tipo de violência pode recorrer à lei para ter seus direitos reservados. Existem Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), preparadas para dar assistência psicológica e orientação jurídica.</p>
<p style="text-align:justify;">     Para procurar mais informações ou ajuda, a vítima pode recorrer as Defensorias Públicas, Juizados Especiais, ou buscar alguma Organização Não Governamental (ONG), destinada a este assunto.</p>
<p style="text-align:justify;">     No Distrito Federal, desde 2000, o Tribunal de Justiça criou o Núcleo Psicossocial Forense (NUPS). Ele oferece assessoramento psicossocial para os Juizados Especiais Criminais, nos casos que envolvem violência intrafamiliar. O projeto desenvolve um trabalho pioneiro no contexto jurídico e, atualmente, com a lei “Maria da Penha”, tem servido de referência para outros tribunais brasileiros.  </p>
<p style="text-align:justify;">     Há também como denunciar este crime através dos telefones de delegacias especializadas, mantendo o anonimato. “Além de aceitar como naturais algumas práticas de violência sexual, a sociedade tem medo de envolvimento no crime e não sabe que a denúncia pode ser anônima”, conclui a vice-coordenadora do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria), Karina Figueiredo. </p>
<p style="text-align:justify;">     Endereços:</p>
<p style="text-align:justify;"> - Delegacia Especial de Atendimento à mulher</p>
<p style="text-align:justify;">EQS, 204/205 – Asa Sul Telefone: (61) 3244-9566 / 3244-3400</p>
<p style="text-align:justify;">- Núcleo Psicossocial Forense (NUPS) do Tribunal de Justiça do DF                  </p>
<p style="text-align:justify;">SRTVS, Quadra 701, Bloco N, Lote 08, 4º andar Brasília – DF</p>
<p style="text-align:justify;"> e-mail: <a href="mailto:sergio.maciel@tjdf.gov.br">sergio.maciel@tjdf.gov.br</a>            </p>
<p style="text-align:justify;">Reportagem escrita por Indira Efel e Rafaela Marrocos</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/186/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=186&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Esquizofrenia: um novela da vida real</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 04:21:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens Variadas]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho das Índias]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[psicose]]></category>
		<category><![CDATA[Zé Maria]]></category>

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		<description><![CDATA[Profissionais, pacientes e familiares contam da dificuldade de enfrentar a doença e da semelhança com a história de “Caminho das Índias”      A esquizofrenia, hoje, é uma das tramas da novela do horário nobre da Rede Globo e, de acordo com dados do Ministério da Saúde, atinge 3% da população mundial. No Brasil, 1% dos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=166&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>Profissionais, pacientes e familiares contam da dificuldade de enfrentar a doença e da semelhança com a história de “Caminho das Índias”</em></p>
<p style="text-align:justify;">     A esquizofrenia, hoje, é uma das tramas da novela do horário nobre da Rede Globo e, de acordo com dados do Ministério da Saúde, atinge 3% da população mundial. No Brasil, 1% dos adultos apresenta a psicose, algo em torno de 1,8 milhão de brasileiros, sendo os homens os mais suscetíveis.</p>
<p style="text-align:justify;">     A doença é definida pela especialista em saúde mental e terapeuta ocupacional, Nazareth Malcher, como um quadro clínico em que o doente perde a noção do real. “A pessoa se desconecta das questões de realidade através de produção positiva das funções da mente”, explica ela.</p>
<p style="text-align:justify;">     Para o psiquiatra Fernando Rafael, a esquizofrenia é uma doença que acomete o corpo e a mente da pessoa sem que ela possa se defender ou se precaver. “O cérebro é inundado por uma substância chamada dopamina, produzida em excesso por neurônios que têm dificuldade para se conectarem. Ninguém deve ser responsabilizado, nem o paciente nem a família”, afirma o médico. O psiquiatra ressalta ainda que, o tratamento é eficiente, reduz a necessidade de internações e é capaz de devolver à pessoa a capacidade de ter uma vida normal, podendo trabalhar, estudar, divertir-se e formar uma família. <strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-166"></span><strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;">     Não é possível apontar somente uma causa para a doença, de acordo com Nazareth. Aspectos orgânicos e emocionais ajudam no desenvolvimento da esquizofrenia. “O indivíduo não é só a mente dele, é composto por questões genéticas, psíquicas e sociais. (&#8230;) É uma construção de vida, um processo que vai gerando uma patologia”, disse a especialista. Alcoólatras, drogados, pessoas que vivem sozinhas são casos de origens da psicose.</p>
<p style="text-align:justify;">     Wagner Gattaz, médico psiquiatra e professor da Universidade de São Paulo (USP), diz que os sintomas podem não ser evidentes. Em entrevista com o médico Dráuzio Varella, Gattaz conta que as características da doença são muitas vezes confundidas com oscilações próprias da adolescência ou com outras doenças psiquiátricas como, por exemplo, a depressão.</p>
<p style="text-align:justify;">     Segundo Nazareth, os sintomas da esquizofrenia são classificados em positivos e negativos. Excesso de fala, delírios, falas sem lógica e alucinações são exemplos dos sintomas positivos. Já os negativos são marcados pela falta de apetite, de sono e falta de interação social. “É definido ‘positivo’ porque é produção das funções, os negativos são os que afastam mais ainda o paciente do mundo”, afirma a terapeuta.</p>
<p style="text-align:justify;">     Nazareth trabalha há sete anos no Hospital São Vicente de Paula (HSVP), em Taguatinga (Distrito Federal), que trata de pessoas com transtornos mentais. O centro psiquiátrico atende todo o DF, além de Minas Gerais, Goiás e parte do nordeste, representando 14,6% dos pacientes. O HSVP possui três linhas de atendimento ao paciente: “o programa Vida em Casa, que acompanha o esquizofrênico em seu território; a parte ambulatorial, só para manutenção do quadro e a internação, emergência, para intervenção com a crise”.</p>
<p style="text-align:justify;">     José Alves Ribeiro, 44 anos, é usuário do hospital há pelo menos 10 anos. Sua esposa, Maria Salomé da Silva, o levou para lá após ser encaminhada por um médico da triagem do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) que disse que só no HSVP José poderia ser cuidado. Zé, como é conhecido no hospital, conta que com sete anos de idade apresentou problemas de epilepsia, mas como morava no “interior bruto” do Ceará não fez tratamento e nem procurou médicos. “Só tinha um jegue lá e levava uma semana para chegar ao médico”, comenta ele.</p>
<p style="text-align:justify;">     Devido à falta de cuidados, Zé se tornou um paciente crônico. Com o passar dos anos a depressão foi surgindo e o quadro foi evoluindo até se agravar para crises esquizofrênicas. Maria conta que o marido passou dias sem levantar da cama, sem comer e sem tomar banho. Ela diz que não sabia o que deveria ser feito, até quando Zé teve a primeira crise e acabou indo para o HSVP. Desta vez, foi medicado e internado, permanecendo amarrado no ambulatório do hospital. “Tive que assinar um termo de responsabilidade para tirar ele de lá, porque não conseguia ver ele amarrado”, declara a esposa.</p>
<p style="text-align:justify;">Maria assume que não sabia lidar direito com o marido doente e até hoje sabe da dificuldade em aceitar a doença, mas aprendeu a conviver. Ela conta das pessoas abandonadas no hospital, tristes, sem cuidados e que não permitiria deixar Zé naquela situação devido à criação familiar que recebeu.</p>
<p style="text-align:justify;">     Assim como acontece na vida real, a novela de Glória Perez, <em>Caminho das Índias</em>, mostra a família como peça fundamental tanto no tratamento quanto no agravamento da esquizofrenia. No folhetim existem dois personagens que convivem com a patologia. Ademir, personagem de Sidney Santiago, é um jovem negro de família de classe baixa que faz tratamento em uma clínica psiquiátrica desde o início da trama. Já Tarso, vivido por Bruno Gagliasso, é de uma família de empresários e foi desenvolvendo a doença ao longo da história.    </p>
<p style="text-align:justify;">     A diferença entre os dois esquizofrênicos está no apoio da família. A mãe de Ademir, mesmo sendo de origem simples, aceitou a doença e buscou tratamento para o filho. No entanto, os pais de Tarso negam a condição do filho, pois se preocupam com o preconceito da alta sociedade em relação à psicose. A mãe de Tarso recusa levar o filho ao psiquiatra e prefere dar remédios para mantê-lo dormindo. Sem acompanhamento médico, Tarso tem sucessivas crises e toma atitudes inconscientes, como no capítulo do dia 18 de junho em que tentou matar o ex-cunhado.   </p>
<p style="text-align:justify;">     De acordo com Nazareth a importância da novela para o público é a demonstração do processo que leva à doença. “Não é de uma hora para outra. É uma construção histórica de contexto familiar”, declara a especialista. Para Maria, o assunto é retratado corretamente. Pois seu marido ficava agressivo, indicando uma nova crise. “Ele ficava violento, quebrava tudo, não enxergava nada. (&#8230;) Via bichos, ouvia vozes”, conta ela.</p>
<p style="text-align:justify;">     Zé e Maria concordam que a esquizofrenia não tem cura e sabem da importância dos medicamentos. “Sem a medicação o Zé tem crises na hora”, confessa Maria. “Não consigo mais viver sem os remédios. Eles controlam um problema, mas desregulam outros”, revela Zé, que sente tremores pelo corpo, falta de ar e cansaço devido a medicação. Com isso, além do tratamento psicológico e psiquiátrico, é necessário um acompanhamento nutricional e cardiológico.</p>
<p style="text-align:justify;">     &#8220;As seções (psicológicas) oferecem psicoterapia individual com foco em mecanismos de enfretamento das crises”, explica a psicóloga Karina Barone, graduada e doutora pela USP. Karina, que é professora do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), acredita no trabalho de terapia familiar para aprender a lidar com as dificuldades da esquizofrenia. Ela explica que existem várias linhas de atendimento com o paciente. “Tarefas e formas de se expressar, mas sempre com base nos diálogos”, contou Karina.</p>
<p style="text-align:justify;">     Atualmente, Zé frequenta o HSVP duas vezes por semana para participar das oficinas existentes. Ele e seus amigos pintam quadros, confeccionam tapetes de retalhos e bijuterias. Zé lidera uma luta na Câmara Legislativa para conseguir carteira de artesão. Só assim poderá vender seus trabalhos nas ruas e aumentar a renda mensal, já que sua família sobrevive somente com o dinheiro do auxílio-doença pago pelo Governo do Distrito Federal.</p>
<div id="attachment_168" class="wp-caption aligncenter" style="width: 378px"><img class="size-large wp-image-168    " style="border:black 2px solid;margin:1px;" title="DSC05142" src="http://indiraefel.files.wordpress.com/2009/06/dsc05142.jpg?w=368&#038;h=277" alt="Zé Alves e o tapete feito por ele na oficina do HSPV" width="368" height="277" /><p class="wp-caption-text">José Alves mostra a produção de um dos seus trabalhos na oficina do HSVP</p></div>
<p style="text-align:justify;">                    <strong>Centros de Atendimento</strong></p>
<p style="text-align:justify;">     Criados para serem os principais serviços substitutivos aos manicômios, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) cobrem apenas 55% do país, com indicadores que variam de regular a crítico em 10 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal. A proposta é atender o paciente sem retirá-lo do convívio da família e da comunidade.</p>
<p style="text-align:justify;">     As equipes mínimas de cada Caps são estabelecidas por portarias. Englobam profissionais com formação em saúde mental, além de assistentes sociais, acompanhantes terapêuticos, entre outros. No papel, existem como um local que vai além do tratamento. Seriam uma espécie de segunda casa, onde o paciente faz as refeições, participa de terapias ocupacionais, trabalha em programas de geração de renda. Até o transporte para que ele se desloque de sua residência aos centros é previsto.</p>
<p style="text-align:justify;">     Quatro, entre as seis unidades da Federação apontadas como as que têm o melhor atendimento de Caps são nordestinas. As três primeiras colocações estão em Paraíba, Sergipe e Alagoas, com mais de 80% de cobertura. Já a capital federal, segundo dados do Ministério da Saúde, é a penúltima unidade da Federação em cobertura de Caps, perdendo apenas para o Amazonas.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Reportagem escrita por Indira Efel, Lorena Brant e Mariana Oreiro.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/166/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=166&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>E você tem fome de que?</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 00:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens Variadas]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[fome de cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[jornais]]></category>

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		<description><![CDATA[Atualmente não existe só fome de alimento no mundo. Com a modernidade surge a fome de conhecimento, cultura e sabedoria. Uma falta causada pela angustia do homem moderno, que também tem necessidade de saciar a alma. (Crédito: Indira Efel Garin) <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=156&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-157 aligncenter" title="09042009180" src="http://indiraefel.files.wordpress.com/2009/06/09042009180.jpg?w=645" alt="09042009180"   />Atualmente não existe só fome de alimento no mundo. Com a modernidade surge a fome de conhecimento, cultura e sabedoria. Uma falta causada pela angustia do homem moderno, que também tem necessidade de saciar a alma. (Crédito: Indira Efel Garin) </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/156/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=156&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O líder desaparecido</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 19:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[1968]]></category>
		<category><![CDATA[honestino guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[lider da Feub em 1968]]></category>

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		<description><![CDATA[Honestino Guimarães nasceu em uma pequena cidade de Goiás, no dia 28 de março de 1947. Aos 13 anos, movida pela oportunidade de uma vida melhor, sua família se muda para o Guará, cidade-satélite de Brasília. Como um estudante brilhante, o adolescente fez o segundo grau no Colégio Elefante Branco. Nessa fase, ele  já participava, com bastante [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=127&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Honestino Guimarães nasceu em uma pequena cidade de Goiás, no dia 28 de março de 1947. Aos 13 anos, movida pela oportunidade de uma vida melhor, sua família se muda para o Guará, cidade-satélite de Brasília. Como um estudante brilhante, o adolescente fez o segundo grau no Colégio Elefante Branco. Nessa fase, ele  já participava, com bastante interesse, de movim<img class="alignright size-full wp-image-128" style="border:black 2px solid;" title="foto_honestino_guimaraes_destaque_jpg" src="http://indiraefel.files.wordpress.com/2008/12/foto_honestino_guimaraes_destaque_jpg.jpg?w=645" alt="foto_honestino_guimaraes_destaque_jpg"   />entos estudantis.</p>
<p style="text-align:justify;">Com 17 anos, Honestino passou em 1º lugar no vestibular da UnB para Geologia e ingressa na universidade, iniciando dentro do campus uma grande atuação na Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (FEUB). Revelou-se um líder carismático, e foi eleito presidente do movimento.</p>
<p>Tendo a liderança de um movimento contra a repressão, o estudante logo começa a sofrer perseguição dos órgãos do governo. No dia 29 de agosto de 1968, é preso na invasão da UnB. Depois de um tempo, é liberado e passa a viver na clandestinidade. Posteriormente, em 1973, é preso novamente e desaparece nos porões da ditadura.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=127&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Invasão à UnB</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 19:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[1968]]></category>
		<category><![CDATA[29 de agosto de 1968]]></category>
		<category><![CDATA[cenas fortes]]></category>
		<category><![CDATA[Invasão à UnB]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto 68]]></category>

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		<description><![CDATA[Há 40 anos cenas fortes tumultuam Brasília e o poder No dia 29 de agosto de 1968, a UnB é invadida e ocorre uma série de violências com os estudantes e professores. Honestino Guimarães, líder da FEUB, é preso. E o acontecimento se torna pretexto para a decretação do AI-5 O ano de 1968 foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=121&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:justify;">Há 40 anos cenas fortes tumultuam Brasília e o poder</h3>
<p style="text-align:justify;"><em>No dia 29 de agosto de 1968, a UnB é invadida e ocorre uma série de violências com os estudantes e professores. Honestino Guimarães, líder da FEUB, é preso. E o acontecimento se torna pretexto para a decretação do AI-5</em><span id="more-121"></span></p>
<p style="text-align:justify;">O ano de 1968 foi de mudanças tanto para o Brasil quanto para o resto do mundo. Mundialmente, ocorriam duas revoluções: a cultural, na China, e a cubana. Ambas que inspiravam um ideal de construção de uma sociedade livre e mais justa, influenciando o contexto cultural e social dos brasileiros. O Brasil vivia uma época de ditadura, de oposição ao governo Costa e Silva, com trabalhadores alienados e estudantes puxando a luta em nome do povo.</p>
<p style="text-align:justify;">
As universidades brasileiras refletiam todos os acontecimentos do país, principalmente a Universidade de Brasília (UnB), fundada em 1962 pelo antropólogo Darcy Ribeiro, antes do golpe civil-militar de 1964. Os estudantes se achavam no dever de contestar e lutar contra a ditadura. Com isso, os governantes consideravam que o perigo estava nos universitários, conhecidos como subversivos, revolucionários e  julgados como comunistas. Por esses detalhes, o poder tinha como objetivo a prisão de líderes dos movimentos estudantis, como por exemplo, alguns participantes da Federação dos Estudantes Universitários (FEUB).<img class="alignright size-full wp-image-123" title="20080828195442793" src="http://indiraefel.files.wordpress.com/2008/12/20080828195442793.jpg?w=645" alt="20080828195442793"   /></p>
<p style="text-align:justify;">
Então, no dia 29 de agosto, a UnB foi invadida, com o pretexto de prender vários alunos que estavam envolvidos com os movimentos que iam contra o governo. Segundo o médico Lucas Veras, na época aluno do curso de medicina da UnB, em entrevista sobre o assunto, no dia da invasão os policiais entraram com toda a truculência que existia no período.</p>
<p style="text-align:justify;">A universidade era como um lugar sagrado e os alunos não aceitavam a entrada de policiais. Alguns estudantes resistiram à invasão: 500 alunos passaram o dia sob o poder dos policiais na quadra de esportes, mas somente 50 pessoas foram levadas à delegacia.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitos parlamentares tinham filhos que estudavam na UnB e, durante a invasão, acabaram aderindo à causa. Os deputados de direita apenas acompanharam a confusão para retirar seus descendentes daquele cerco, enquanto os de esquerda realmente se envolveram no processo político e lutaram pelos direitos dos estudantes.</p>
<p style="text-align:justify;">“Nós escondemos um colega nosso que sabíamos que era procurado, Samuel Babah. Esse cara sumiu. A gente escondeu ele dentro de um caixote no porão da UnB, e foi a última vez que eu o vi”, conta Lucas Veras. Babah era um dos nomes que estavam na lista da polícia para serem presos na invasão. O governo tinha o nome de mais seis alunos. Inclusive o de Honestino Guimarães que, na confusão, foi preso. Honestino era líder estudantil na época, presidente da FEUB e definido por Lucas como “um cara muito corajoso”.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes do tumulto, os estudantes já haviam invadido a sala e apartamento de Roman Blanco, professor que tinha ligação com o Serviço Nacional de Informação (SNI), considerado pelos alunos como um “dedo-duro”. “Essa invasão do apartamento fui eu que fiz”, confessa Lucas. Nessa ocasião, a polícia foi chamada pelo reitor, pois ele alegava não conseguir defender o patrimônio da universidade. Logo, a invasão do dia 29 de agosto de 1968 não foi a primeira, mas a pior invasão militar dentre as oito que ocorreram na fase da ditadura.</p>
<p style="text-align:justify;">Na época da invasão do dia 29, a UnB ainda estava em construção. O “minhocão” tinha entulhos e pedras. Lucas declarou que, quando os alunos souberam da invasão, todos saíram na mesma hora e fizeram uma barricada para resistir, utilizando os restos da obra. Alguns desistiram. Ele foi um dos que tentaram resistir, mas não por muito tempo. Lucas foi preso, juntamente com um professor e mais três colegas, em uma rádio-patrulha, e liberado no fim da tarde. Não era um dos procurados.</p>
<p style="text-align:justify;">Os estudantes queriam mudar o mundo, achavam que tudo estava errado. Mas Lucas admitiu que, se fossem colocados no poder, eles não teriam nenhum plano de governo. Eram todos muito organizados. Os universitários sabiam de todas as dicas de como fugir da polícia, de como ir para uma passeata e se defender. Era um movimento instruído para protestar, porém não tinham idéia de como governar o país. “A nossa revolução foi muito mais social. Evidentemente que a gente tinha que lutar contra a ditadura”, diz o médico.</p>
<p style="text-align:justify;">Além de um conflito com os ideais políticos, existia um conflito interno. Havia os ideais da família, e os novos pensamentos, o que ocasionava choques entre conceitos. Nessa fase de ditadura, a maneira de viver foi modificada, o que antes era certo se tornou inadequado. Por exemplo, a questão da virgindade, que em tempos anteriores era vista com um valor muito grande para as meninas, depois dessa “revolução cultural e social” começou a cair.</p>
<p style="text-align:justify;">A invasão na universidade não conseguiu ser justificada pelas autoridades. O governo não encontrou meios para explicar à população o porque da série de violências contra os estudantes. Nos dias 2 e 3 de setembro, posteriores à invasão, um dos parlamentares, o deputado Marcio Moreira Alves, do MDB – GB, partido contra a ditadura, que havia aderido à causa, fez um pronunciamento na tribuna da Câmara. Proferiu palavras provocadoras ao militarismo, que foram consideradas, entre outros acontecimentos, um pretexto para a decretação do AI-5, no dia 13 de dezembro de 1968.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/121/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=121&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>RESENHA: A jornada do escritor: estruturas míticas para roteiristas</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 18:51:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos assuntos]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[A jornada do escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Vogler]]></category>
		<category><![CDATA[guia prático para cineastas]]></category>

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		<description><![CDATA[VOGLER, Christopher. A jornada do escritor: estruturas míticas para roteiristas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. O livro “A jornada do escritor: estruturas míticas para roteiristas”, publicado em 1998, foi escrito por Christopher Vogler. Baseado em um guia prático, feito por ele para os cineastas da Disney que passavam por fracassos de bilheteiras, a obra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=102&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">VOGLE<img class="alignleft size-full wp-image-103" style="border:black 2px solid;" title="images5cimgdet18822" src="http://indiraefel.files.wordpress.com/2008/12/images5cimgdet18822.jpg?w=645" alt="images5cimgdet18822"   />R, Christopher. A jornada do escritor: estruturas míticas para roteiristas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.</p>
<p style="text-align:justify;">O livro “A jornada do escritor: estruturas míticas para roteiristas”, publicado em 1998, foi escrito por Christopher Vogler. Baseado em um guia prático, feito por ele para os cineastas da Disney que passavam por fracassos de bilheteiras, a obra traz dicas para escrever uma ótima história. Inspirado pelo antropólogo Joseph Campbell, autor de “O herói de mil faces”, Vogler cria um roteiro de como criar bons personagens e narrativas.</p>
<p style="text-align:justify;">O escritor deixa claro que o livro não é uma receita de cozinha para ser aplicada com rigor. As idéias podem e devem ser mudadas de posição, ou até mesmo desobedecidas, seguindo as particularidades de cada história. Porque para escrever boas narrativas não é necessário apresentar todas as fases da Jornada do Herói. Vogler, na obra, não impõe uma estrutura resistente e engessada. Propõe que o leitor crie caminhos diferentes para serem trilhados por seus personagens. Com essa finalidade, em cada capítulo, o autor faz uma seção de perguntas para que os conceitos sejam entendidos e aplicados com sucesso.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-102"></span>Dividido em três partes, o livro acaba sendo um pouco repetitivo. Porém, é uma repetição necessária para que o conceito possa ser muito bem compreendido, pois se trata de uma espécie de “manual de dicas”. A primeira divisão mostra a jornada mapeada, apresentando os seus estágios. Vogler também indica os “arquétipos”, modelos de personagens para que qualquer história transcorra com todas as etapas, e explica como o herói, o mentor e o guardião de limiar têm suas funções no caminho da narração.</p>
<p style="text-align:justify;">A segunda parte descreve os estágios da jornada mais especificamente, exibindo minuciosamente cada uma das doze fases. Ela incluiu desde o herói no seu mundo comum, passando pelo chamado à aventura, testes, aliados, inimigos, até o retorno ao seu lugar de origem com o “elixir”. O livro remete à memória dos leitores cenas de filmes ou livros com os detalhes sugeridos em cada etapa. Na última segmentação, Vogler recapitula, na prática, cada estágio, utilizando filmes famosos como, “Titanic”, “O Rei Leão” e “Guerra nas Estrelas” para mostrar erros e acertos quanto à jornada.</p>
<p style="text-align:justify;">O autor, a todo o momento na obra, se refere ao filme clássico “O mágico de Oz” como um exemplo. E explica que usa esta obra porque a maioria das pessoas viu e conhece. E também porque apresenta uma Jornada do Herói bem típica, com os estágios bem claros. Essas características do livro acabam por deixá-lo divertido e prazeroso, pois sempre está ligado a algo que o leitor já viu ou leu, fazendo com que entenda como fazer a narrativa.</p>
<p style="text-align:justify;">“Jornada do Escritor” é uma obra que deixa dicas não só para a criação de histórias, mas para notar que a vida que rodeia os leitores também pode seguir essa jornada. Depois da leitura do livro parece que não são apenas os filmes que usam esse roteiro, mas a vida. Porque da mesma forma no modo de viver existem os heróis, as pessoas que ajudam os outros, assim como os mentores, os que tentam colocar obstáculos na estrada a caminho da aventura em busca do elixir de cada um, e assim por diante.</p>
<p style="text-align:justify;">Um livro surpreendente e fascinante que, como disse o realizador de cinema Ruy Guerra, tornou-se a “bíblia do roteirista de Hollywood”. Indispensável para quem gostaria de compreender os truques e mecanismos do cinema americano, a obra é um mapa exato do território que é necessário percorrer para ser um grande escritor ou um ser humano. O autor convida os leitores a criarem o seu próprio herói e se inserirem na estrutura proposta.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/102/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=102&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dilema: Um jornalista deve publicar uma reportagem mesmo sabendo que ela pode prejudicar as pessoas?</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 17:17:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Indira Efel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e Responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Add new tag]]></category>
		<category><![CDATA[dilemas]]></category>
		<category><![CDATA[publicar?]]></category>

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		<description><![CDATA[A função do jornalismo é contar, mostrar, narrar a realidade da maneira mais fiel possível. Então, um jornalista deve publicar uma matéria, mesmo prejudicando alguém, ele apenas estará contando uma verdade. Só seria uma falta de ética se esse jornalista estivesse aumentando a história ou inventando mais alguma coisa sobre a pessoa. A ética jornalística [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=87&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A função do jornalismo é contar, mostrar, narrar a realidade da maneira mais fiel possível. Então, um jornalista deve publicar uma matéria, mesmo prejudicando alguém, ele apenas estará contando uma verdade. Só seria uma falta de ética se esse jornalista estivesse aumentando a história ou inventando mais alguma coisa sobre a pessoa.<span id="more-87"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A ética jornalística diz que ela é um instrumento para aprender a escolher entre o que vai prejudicar mais ou menos, sempre tendo que levar em conta a sociedade. Então, se esse dilema for ferir apenas alguns cidadãos, e a matéria seja de interesse da sociedade em geral, não há porque se preocupar, pois a ética é o indicio do que é justo ou injusto ante o que pode afetar os outros. A ética é uma regra que precisa ser seguida, mas no caso do jornalismo, precisamos passar a informação do que está acontecendo no momento.</p>
<p style="text-align:justify;">Um exemplo de reportagem que se todos os jornais fossem pensar se iam prejudicar, eles não se publicariam, é o caso do “mensalão” no governo do presidente Lula. Nesse caso, as matérias lançadas na época do escândalo estavam prejudicando o governo, a instituição mais importante do país, mas era de interesse de todos os cidadãos. Pois se tratava de um acontecimento publico que envolvia o nosso dinheiro. Então, como se tratava de um interesse geral publicaram sem pensar se iria afetar o governo nacional, se iria trazer problemas para os governantes, o que acabou acontecendo na época.</p>
<p style="text-align:justify;">No jornalismo, precisamos apenas fazer nossa principal função, sem pensar se vai prejudicar. Se formos pensar, uma realidade quase sempre irá afetar alguém, uma história sempre tem o lado bom e o ruim. Só devemos pensar em passar a realidade que seja interesse da população.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/indiraefel.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/indiraefel.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/indiraefel.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/indiraefel.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/indiraefel.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/indiraefel.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/indiraefel.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/indiraefel.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/indiraefel.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/indiraefel.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/indiraefel.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/indiraefel.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/indiraefel.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/indiraefel.wordpress.com/87/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=indiraefel.wordpress.com&amp;blog=5195291&amp;post=87&amp;subd=indiraefel&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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